ESTAMOS ACOMPANHANDO ESSA BARBARIDADE COMO É O NOSSO DEVER
Inteligência prende soldado da PM acusado de agredir jovem de 14 anos
O soldado Wilson Henrique Ribeiro da Cunha foi preso graças a informações repassadas por familiares do policial. Ele estava no apartamento onde mora no conjunto Beija Flor. O soldado foi encaminhado à Corregedoria do Sistema de Segurança Pública do Amazonas e depois ficará em uma unidade militar.
Manaus, 26 de Março de 2011
Tereza Teófilo e Joana Queiroz
Ao sair das dependências da Corregedoria da PM, o soldado Wilson Henrique Ribeiro da Costa evitou falar com os jornalistas e escondeu o rosto com jornal (Michael Dantas)
A Agência de Comunicação do Governo do Amazonas (Agecom) informou que policiais da Secretaria de Inteligência prenderam na manhã deste sábado (26) o soldado da Polícia Militar Wilson Henrique Ribeiro da Cunha que estava sendo procurado desde o início desta semana, depois que a Justiça determinou a prisão dele e de outros seis policiais acusados de agredir um menor de 14 anos.
O caso teve repercussão nacional e as imagens de um circuito interno de tv revelaram a brutalidade dos policiais que dispararam vários tiros contra o menor que sobreviveu à tentativa de homicídio.
O soldado Wilson Henrique Ribeiro da Cunha foi encontrado no apartamento onde mora no conjunto Beija Flor, zona Centro-Oeste de Manaus. Ele foi encaminhado à Corregedoria do Sistema de Segurança Pública do Amazonas onde tomou conhecimento da prisão preventiva.
Wilson estava de férias, e estaria no município de Rio Preto da Eva ( distante 57 quilômetros de Manaus), segundo a assessoria de imprensa da Corregedoria ele teria voltado na noite de sábado para o apartamento.
O soldado foi ouvido em depoimento pelo coronel Parima e depois levado ao Instituto Médico Legal para exame de corpo de delito em seguida foi conduzido para a Companhia de Guarda, localizada no bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte, onde estão presos os colegas de farda André Luiz Castilhos Campos, Wesley Souza dos Santos, Rosivaldo de Souza Pereira, Marcos Teixeira de Lima, Wilson Cunha e Alexandre Souza Santos e o cabo PM Janderson Bezerra , presos pelo mesmo crime. Parentes de Wilson teriam informado à polícia da chegada do mesmo a capital. Ele estava com prisão preventiva decretada desde quinta-feira (24), quando passou a ser procurado pela Polícia. Estava de férias quando o caso do menor veio a público pela TV e o jornal A CRÍTICA no início desta semana.
Opinião DQ
1º fato interessante: Funcionário Público que está respondendo ou sendo investigado através de um processo administrativo (haja vista todos os outros posts aqui publicados) geralmente não entra em férias – no mínimo é afastado de suas funções até a conclusão do mesmo.
2º fato interessante: Foi preciso solicitar informações com a família do mesmo para saber onde o soldado estava?? Geralmente um Funcionário Público (de cargo de importância essencial) deve sempre comunicar aos seus superiores a sua localização da mesma forma que suas férias podem ser suspensas a qualquer momento (em caso de necessidade maior).
3º fato interessante: Da mesma forma que as imagens (do incidente com o adolescente) falam por si, essa foto – do soldado – também.
4º fato interessante: Entre os 7 nomes (indivíduos) envolvidos (todos presos e, provavelmente, todos presentes à cena) será que ninguém tinha um pouco mais de “absorção” das regras do trabalho? Que bela equipe…
A ironia da imagem está no fato de que pessoas cultas (que leem jornal, adquirem mais cultura e se informam) não cometem tais barbaridades (ou não deveriam cometê-las), ou até mesmo – caso venha a cometê-las, o que no meu ponto de vista não é possível – essas seriam permeadas de sabedoria e cultura. Em resumo: ele e seus companheiros de trabalho deveriam ter seguido as regras de suas funções: encaminhando o menor ao distrito para averiguações, procurando pelos seus responsáveis, notificando as autoridades competentes, contactando o Conselho Tutelar, procurando provas plausíveis que configurassem um flagrante, etc. Atirar (pelo simples fato de possuir uma arma e seguindo sua intuição nada impessoal), bater, humilhar…. Isso é bárbaro, é pre-histórico, é inaceitável, cruel e não poderá (jamais) passar impunemente. O ocorrido representa a falência do sistema público de Segurança (nem tão bom assim), a falta de “autoridade” dos hierarquicamente superiores e uma vergonha para a classe e para a nação. Meus pêsames.
